Internet

Sou do tempo do orkut moleque

Na minha época o orkut era assim: se eu queria ver as fotos da mina do decote, eu ia lá e via. Se eu queria baixar alguma coisa, eu ia lá e baixava. Se eu queria ver idiotas discutindo Bob Dylan, eu ia lá e via.

Agora o álbum tá fechado pra amigos e pra baixar as coisas ou ver as discussões eu tenho que entrar na comunidade (só depois que um emo de 14 anos permitir).

Gostava da época do orkut terra de ninguém, quando eu podia vagar livremente por onde quisesse, vendo fotos e baixando coisas ilegalmente.

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Geral

O WordCamp é nosso

Foto de Zé Fontainhas

Foto de Zé Fontainhas

O amigo Leo Germani falou na abertura do Primeiro WordCamp Brasil uma coisa muito interessante. Ele disse que antigamente a gente tinha espaços públicos, locais que eram do povo, onde todo mundo podia ir e todo mundo sentia que aquele lugar era seu. Ele falou em São Paulo, mas isso é verdade em quase qualquer cidade. E hoje esses espaços já não existem mais: ou eles estão ligados a alguma empresa ou ao governo ou são de ninguém. Ele fez um paralelo entre isso e o software livre, no caso o WordPress.

Matt disse depois, na palestra dele, que a segunda língua mais popular no WordPress.com (atrás do inglês) é o português do Brasil e que em poucos WordCamps ele viu tamanha paixão das pessoas envolvidas. Ele queria saber o porquê disso. Pra mim a resposta é simples: gostamos de coisas grátis. Leva um tempo até perceber que o software livre não é exatamente grátis, e que você tem que retribuir com alguma coisa ou a roda vai parar de girar. Adaptar o sistema inteiro (e ir continuando nas novas versões), traduzir temas e plugins, escrever artigos e agora promover encontros é a nossa forma de pagar.

Pra mim o que mais valeu foi ter conhecido as pessoas. Todo mundo falou isso, mas é verdade. Eu reencontrei a Cátia e conheci o Leo. Os dois foram os responsáveis pela correria da organização, pela parte pesada. Ver as palestras do Zé e do Matt foi massa e tudo, mas cara, a gente tomou tequila com eles. O veio lá de Portugal e ajudou a gente a montar os kits com brindes. Zé viu o Ramones Alive e comeu pizza na caixa com a gente. Ouvir histórias da Automattic me fez querer, ainda mais, trabalhar lá. Os voluntários que apareceram lá pra ajudar, na última hora, caramba, aquele é o espírito.

A gente tava preocupadíssimo com um monte de coisas, desde se ia ter internet até se alguém ia sair de casa no domingo frio. Quando eu digo “a gente”, entenda “Leo e Cátia”, eu só cheguei poucos dias antes, e fiquei falando coisas idiotas quase o tempo inteiro. Que nada. Invertemos minha palestra (e o case do colégio Marista) com a palestra do Matt porque o pessoal ainda não tinha chegado. Não teve problema nenhum. Soubemos que um palestrante faltou poucos minutos antes da palestra dele começar, e também não teve problema.

Isso que foi legal: não teve o famoso mimimi que costuma ter nesses eventos. A Funarte era um lugar massa. A internet não tava 100%, mas não tinha nenhuma empresa gigante por trás disso, foi “a gente” que teve que descolar um sinal wi-fi. Não tem almoço pro pessoal? Vai a pé, de galera, num restaurante lá perto. Não tem TV pra ver o jogo do Brasil? Liga um modem 3G e vai no Justin.tv!

Que venha o próximo, lá em Trancoso.

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Internet, Televisão

E o Movimento Seinfeld

Movimento Seinfeld

Já estamos quase acabando a segunda temporada lá no Movimento Seinfeld. Nunca falei dele aqui, mas você deve ter ouvido falar pessoalmente ou pelo twitter.

No Movimento Seinfeld estamos revendo o seriado Seinfeld, um episódio por semana, e comentando. Sempre às quintas-feiras.

É uma idéia que eu tinha já havia um tempo, e ainda bem que está dando certo. Fizemos muito rápido. Expliquei a idéia pro Ronald, ele se empolgou e chamou o Ulisses, que se empolgou mais ainda. Em menos de uma semana o site estava no ar. Escrevi o primeiro texto, Ronald o segundo, Ulisses o terceiro. Depois o rei Chico Barney. E agora estamos com uma lista de convidados que está me deixando realmente orgulhoso e que já está cheia até o final da terceira temporada.

Gente realmente boa das internets, caras que eu sempre li, já estão com textos lá. Daniel Lima, moskito, Anderson, o grande Arnaldo Branco. Até Leo Jaime, o cantor, já comentou um episódio. Pro futuro a gente já tem encaminhado textos do Haroldo Mourão e do spiceee. Rafael Capanema também está sendo negociado, e deve pintar como reforço pra próxima temporada. Um rapaz, Neto Torcato, que comenta coisas interessantíssimas sobre todos os episódios, também já está com o nome na lista.

Mas o legal é que o pessoal está no espírito. Tem bastante gente comentando, não só lá no site. No twitter e no orkut. E eu já dei uma entrevista pro jornal O Globo (não salvei o link).

Logo vamos gravar o primeiro podcast (quando acabar a segunda temporada, daqui duas semanas). Também devem começar a pintar outros textos relacionados, o Ulisses tem uma entrevista com o Kramer original e o Ronald prometeu fazer um ensaio sobre os stand-up do Jerry.

Sério, vai lá e participa que tá massa.

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Geral

Engraçado é ser ateu

Então eu li Deus, um delírio, do Richard Dawkins, também conhecido como o homem que converteu Douglas Adams. É um grande livro, muito engraçado, Richard tem um jeito de escrever que muito me agrada. Me esclareceu algumas coisas, mas nem quero falar disso agora.

O que tem me chamado a atenção nesse assunto, ateísmo, é a ligação com o humor. Nem falo desse humor fácil e rasteiro, tipo as coisas que a gente posta no eduärdo’s ou os “with you always“. Eu falo do humor BRILHANTE,  HUMOR com letras maiúsculas, humor da copa de 70, coisa de caras REALMENTE engraçados, de ÍDOLOS de outros caras engraçados.

Veja o Douglas Adams, a quem Richard Dawkins paga muito pau e cita algumas vezes ao longo do livro, autor do Guia do Mochileiro das Galáxias e brother dos Monty Python. Douglas era engraçado, fato. George Carlin e o Religion is bullshit (sério, olha como esse cara fala, como ele se mexe, como ele faz no palco, observe). Não vou falar muito de Ricky Gervais porque pareceria gay demais, mas digamos apenas que ele sabe o que está fazendo.

Ateus, todos ateus.

Não estou dizendo que pra ser engraçado você não deva acreditar em um deus (veja o Seinfeld, judeu, até onde eu sei). É ridículo pensar que uma coisa influencia a outra. Isso foi só uma coisa que eu notei.

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Geral

Hoje eu dei uma palestra: WordPress para designers

Pois é, leia o título, hoje eu dei uma palestra. Falei sobre WordPress pra alguns estudantes de design da UTFPR, aqui de Curitiba. Era a semana acadêmica deles, e segunda, terça e quarta eu tinha dado uma oficina também. A oficina é Web muito maluca: web design para iniciantes em web design.

Foi tudo muito massa. Eu gosto muito de fazer isso (ouvir minha própria voz?). Já tinha dado a mesma oficina numa semana acadêmica da PUC, 2 anos atrás, e também tinha sido massa. Mas palestra é outra coisa. Eu tava lá sentado segurando um microfone e tinha um monte de gente anotando coisas que eu ia falando e depois fizeram algumas perguntas também. Eu falei por uma hora, sem [eu] perceber.

Isso faz parte dos meus planos: mostrar como fazer, mais que fazer exatamente. Vou começar a ler uns livros sobre isso, talvez. E adicionar mais piadas também. E talvez umas dançarinas, eu notei que no final o pessoal parecia meio cansado.

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Música

Jeff Tweedy no Foellinger Auditorium

Continuando a série de bootlegs, hoje trago aos irmãos uma pequena apresentação do nosso mestre Jeff.

Não sei se você tá ligado, mas Sr. Tweedy costuma fazer shows solo, paralelamente às turnês do Wilco, já há bastante tempo.

Drogado

Essa apresentação, no Foellinger Auditorium, em 27 de outubro de 2006 (esse é o mesmo lugar onde, esse ano, ele tocou Fake plastic trees do Radiohead), é uma das melhores que eu tenho aqui. Começa com uma versão matadora de Spiders (imagina aquela maluquice tocada no violão), e o que se segue é uma porrada atrás da outra, alternando lados B (Cars can’t escape, Bob Dylan’s 49th beard) com hits das antigas (Radio King, Summerteeth), com projetos paralelos (Gun, Ruling class) com músicas do então inédito Sky blue sky (Please be patient with me, Walken). Entre as músicas, o famoso bom humor de sempre, e esse show é especial nesse sentido por dois motivos: Live in the pacific northwest tinha acabado de sair, e Jeff fala que não sabe se deve fazer como os comediantes e contar todas as piadas que ele conta no DVD ali também, e ele esclarece a história do fã que atacou ele num show do Wilco, uns dias antes (tem uns vídeos disso no YouTube, mas não achei, se alguém fizer essa frente, agradeço).

Foellinger Auditorium, 27/10/06 – Jeff Tweedy, 115mb no Megaupload.

  1. Spiders (Kidsmoke)
  2. I am trying to break your heart
  3. Cars can’t escape
  4. In Christ, there is no east or west
  5. Sunken treasure
  6. - Talkin’ -
  7. (Was I) In your dreams
  8. Sky blue sky
  9. The ruling class
  10. Radio king
  11. Please be patient with me
  12. Summerteeth
  13. Gun
  14. Theologians
  15. I’m the man who loves You
  16. Bob Dylan’s 49th beard
  17. What light
  18. In a future age
  19. Wishful thinking
  20. Walken
  21. The thanks I get

(O CD tem uma capinha, que eu achei nesse flickr)

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Geral

Corrente #35

  1. Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
  2. Abra-o na página 161;
  3. Procurar a 5ª frase completa;
  4. Postar essa frase em seu blog;
  5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
  6. Repassar para outros 5 blogs.

Digo bora.

Dicas úteis para uma vida fútil, Mark Twain.

Olhei as roupas das minhas compatriotas: eram duplicatas em tamanho grande dos excessos que encobriam aquelas pobres criaturas desrespeitadas e tive vergonha de estar na rua ao lado delas.

Convido Pepo, Anderson, , Vitor e o Silveira.

Se não repassar, um avião cheio de crianças doentes vai cair, explodir e reduzir a pó um pequeno e simpático vilarejo na África.

4
Asides

Bread's House

Tem essa padaria aqui perto da minha casa, chama Bread’s House. Eles fazem provavelmente o melhor pão de padaria que eu já comi na vida e eu já comi muitos. Como muito pão. Ele tem uma casquinha, dependendo da hora. Tem um miolo, que você pode tirar se preferir – não entendo quem tira o miolo do pão antes de comer. É do tamanho certo, cabe uma mortadela e um queijo de um jeito bem comível. O preço é bem na média. Resumindo: é um puta pãozinho. Mas se você for lá, fica a dica: nada mais presta. Juro. Compro há mais de 4 anos. O atendimento é irritantemente irregular. O café é queimado. Tudo vem em sachês. A colherzinha do café é de plástico. Os doces, apesar de bonitos, têm os gostos mais bizarros. A Coca de 1 litro custa 1,80 e não é sempre que tem. As filas, depende a hora, são grandes e desfavorecidas por uma arquitetura picareta. Uma pena, é um belo pão aquele.

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Cinema

Benjamin Button

A melhor parte do Benjamin Button é aquela quando ele tá contando do acidente da Cate Blanchett. Ele fala de todos os acontecimentos isolados que levaram a moça a estar na frente do carro no exato momento em que ele estava passando por lá. Ele conhece o tempo de um jeito que a gente não tem como conhecer. Ele explica o tempo nessa cena. Não é sobre coincidências, como no começo de Magnolia. É sobre o tempo mesmo, e o modo como ele agiu sobre cada uma das pessoas envolvidas no acidente. Benjamin tá ligado, ele sabe como o tempo faz.

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Asides

Banco do Brasil

Uma coisa que eu aprendi durante esse 1 ano que sou cliente do Banco do Brasil, o popular “Bebê”, é que eu não posso contar com os caixa eletrônicos deles. Não dá pra confiar. Eu costumo precisar de dinheiro rápido, pra pegar ônibus ou comprar um cachorro-quente ou algo assim, e tem vários caixas eletrônicos na região que eu moro em Curitiba (Cristo Rei, Alto da XV, Centro), mas são raras às vezes em que eu vou e consigo sacar a grana na primeira tentativa. Ou o saque não está disponível ou simplesmente tem uma tela preta. Podiam facilitar a vida dos clientes, pra variar.

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